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Não adianta fechar os olhos para a dura realidade de muitos brasileiros que vivem em condições bastante precárias. Oferecer a essa população recursos para que possam evoluir é uma prática cada vez mais comum entre empresários e organizações não governamentais do País, que, sem fins lucrativos, desenvolvem projetos para levar informações, apoio e assistência a essas comunidades. No mercado automotivo, as ações filantrópicas não se limitam às grandes indústrias de autopeças. Alguns centros automotivos já realizam trabalhos para arrecadação de suprimentos e recursos para comunidades carentes. Além dos projetos assistencialistas, algumas empresas também promovem campanhas para a preservação ambiental e para a formação da consciência de cidadania entre os brasileiros. Há trabalhos que não exigem do empresário altos investimentos e geram resultados bastante positivos para a comunidade. A arrecadação de alimentos, brinquedos, medicamentos, vestuário ou outros produtos destinados a entidades beneficentes são as melhores opções para esses profissionais. Já programas de maior alcance requererem maiores investimentos.
Duas Frentes
O grupo DPaschoal já tem tradição na realização de ações sociais. Há mais de uma década a rede de centros automotivos promove campanhas dirigidas para comunidades carentes de todo o País. Despertar a consciência ética e de cidadania de jovens carentes foi o objetivo da DPaschoal ao criar a Fundação Educar. As 200 lojas do grupo são responsáveis pela distribuição de livros para comunidades carentes das regiões onde atuam. Graças ao comprometimento das equipes da Dpaschoal, 15 milhões de livros foram distribuídos e mais de 60 títulos foram publicados. Gerentes e funcionários das lojas da rede organizam eventos para a distribuição das publicações em escolas e creches. Além disso, os títulos também podem ser retirados, gratuitamente, nos estabelecimentos. No âmbito ambiental, o grupo DPaschoal implantou em cada uma das lojas o SGR, o Sistema de Gestão de Resíduos, para reciclagem de todos os produtos deixados pelos consumidores, desde peças até pneus, que são direcionados a um centro de triagem em Jundiaí, interior de São Paulo. Postos de Solidariedade Transformar centros automotivos em postos de arrecadação de suprimentos parece ser a solução mais comum encontrada pelos empresários do setor que têm uma visão de negócios comprometida com a sociedade. Agasalhos, alimentos e até brinquedos podem ser recolhidos na própria empresa, sem nenhum custo para o proprietário, e depois doados para uma entidade de apoio. Basta ao empresário destinar um pequeno espaço em sua empresa e colocar um cartaz ou banner que indique para o consumidor que aquele é o local de depósito das doações. Nas lojas da rede Della Via, por exemplo, os pneus usados também são recolhidos e destinados para a reciclagem. Divulgar e promover a reciclagem é outra ação interessante e econômica que os empresários da reparação podem adotar. Basta adaptar quatro latões de lixo, pintando cada um de uma cor vibrante e o tipo de produto que será depositado. Ao escolher a instituição de destino do lixo, o empresário estará colaborando com o bem estar de uma entidade carente, que certamente sobrevive graças à reciclagem, além de evitar um problema ambiental – a poluição causada por elementos de difícil decomposição.
Tempo Médio de Decomposição do Lixo
Papel - 2 semanas a 6 meses
Corda - 3 a 4 meses
Tecido de Algodão - 1 a 5 meses
Metal - Mais de 100 anos
Latas - De 100 a 500 anos
Nylon - Mais de 30 anos
Plásticos - 450 anos
Vidros - 1 milhão de anos
Pneus - Tempo Indeterminado |