Edição 168 - Matéria de Capa
 
Maturidade e profissionalismo
14ª edição do Seminário da Reposição Automotiva reúne público recorde e representantes do Governo e das principais entidades do setor automotivo
 
Texto: Cléa Martins
 
   
 
   
 
   
 
   
 
   
 
   
 
   
 
   
 
   
 
   
 
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Ao iniciar sua participação na 14ª edição do Seminário da Reposição Automotiva, realizado em São Paulo, em 13 de agosto, o presidente do Sindirepa-SP – Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo –, Antonio Fiola, usou a palavra sinergia para descrever o evento e a união das entidades que representam o setor automotivo. No entanto, a palavra “inédito” também cairia muito bem já que, pela primeira vez, o evento conseguiu colocar, lado a lado, representantes de tantas entidades, do governo federal e até das montadoras instaladas no Brasil e de suas concessionárias. “Acho que nunca se viu na história do País pessoas de todos os segmentos do mercado automotivo, que é tão grande e complexo, discutindo temas tão importantes, como a implantação da ITV – Inspeção Técnica Veicular – entre outros tantos”, diz Fiola. O lançamento da campanha do GMA – Grupo de Manutenção Automotiva –, Carro 100% / Caminhão 100%, mais a possibilidade de finalmente o governo federal abrir espaço no congresso para votação do Projeto de Lei nº 5.979 12/2001, que instaura a inspeção veicular no País, fizeram da manutenção preventiva o tema mais forte dessa edição do seminário, que reuniu mais de 500 convidados.

ITV: quando?
Logo na abertura do evento, o diretor-geral do Denatran – Departamento Nacional de Trânsito –, Alfredo Peres, que representou o ministro das Cidades, Márcio Fortes, deu o tom do que aconteceria no resto do evento e de sua importância: “O governo acredita na inspeção, só que até agora faltava vontade política para tornar o projeto em lei. No entanto, eventos como esse podem servir de subsídios para que o congresso avalie afinal a lei de inspeção veicular”. Enquanto a vontade política não aparece, o País perde, segundo dados apresentados no evento pelo vice-presidente do IBV – Instituto Brasileiro Veicular –, Luiz Antonio Pirola, R$ 22 bilhões e 12 mil vidas por ano com os acidentes no trânsito e poluição causados por veículos em péssimo estado de conservação. Esses dois números já serviriam de subsídios para a implantação do programa de inspeções obrigatórias, caso a aprovação do projeto de lei dependesse apenas de informações. “É no mínimo estranho que o Brasil, com 33 milhões de veículos, 10ª maior frota do mundo, não tenha implantado ainda um programa de inspeções. Comparado a países com mesmo número de veículos, o nosso é o único, junto com a Rússia, que não checa seus veículos antes de licenciálos”, afirmou Pirola.
Segundo o palestrante, estudos deixam claro que a inspeção poderia reduzir em até 19% os acidentes de trânsito no País, que são, na grande maioria das vezes, causados por carros com mais de 15 anos: “Enquanto os automóveis com cerca de 10 anos, que somam mais de 48% da frota, estão envolvidos em 56% dos acidentes, os veículos de mais de 15 anos, em torno de 23% da frota, são responsáveis por 40% das colisões”.
Tanto mau zelo dos brasileiros com seus veículos provoca perdas exorbitantes e até irreparáveis. “Nossa taxa de mortalidade viária é de 12,4 mortes para cada 10 mil veículos por ano, enquanto nos países europeus é de 2,7. Sob mesmo índice, o número de feridos por aqui ultrapassa os 178, enquanto lá, não chega a 80”, explicou o representante do IBV. Pirola ainda mostrou no seminário que não são apenas números negativos que podem servir para justificar a implantação da ITV. A lei traria benefícios econômicos para o País e também para os donos de carros, sem contar no benefício ambiental: “Com veículos bem regulados, conseguiríamos reduzir o consumo de combustível em 5%, o que significaria R$ 6,5 milhões não gastos. Já a redução de cerca de 30% da emissão de poluentes traria para o governo uma economia de R$ 1,3 bilhão por ano, já que 90% dos problemas respiratórios são causados pelas emissões veiculares”.
Para o setor automotivo, a inspeção poderia significar um acréscimo de R$ 5,7 bilhões em serviços por ano, o que impactaria diretamente na geração de 55 mil novos postos de trabalho nas oficinas. Para quem produz carros, o incremento seria de R$ 4 bilhões anuais. Já os fabricantes de autopeças, estima o representante do IBV, abririam 7,3 mil novos postos de trabalho para atender uma demanda R$ 5,3 bilhões maior. O dono do carro também não ficaria de mãos abanando, e teria, com a aprovação da lei, um carro com maior valor de revenda, mais segurança ao comprar um veículo usado, redução de gastos com manutenção corretiva, com combustível e ainda com seguro. Além disso, a lei poderia contribuir para reduzir os engarrafamentos em 10,2%.

Discutindo a inspeção
No primeiro debate do evento, do qual o público pôde participar enviando perguntas, foram discutidos detalhes da implantação da lei. Segundo Pirola, para funcionar, o programa precisaria de um investimento médio de R$ 2 bilhões em estações de treinamento. Gastos que o governo não está disposto a pagar. “Aqui em São Paulo a inspeção de emissões é gratuita e todos nós pagamos por ela por meio dos impostos, mas eu não acho justo que a pessoa que não tem carro pague pelo serviço prestado a quem detém o bem”, declarou o vice presidente do IBV.
Para Sérgio Reze, da Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores –, a inspeção é um negócio e as empresas que vão prestar esse serviço precisam ganhar. O que o governo poderia fazer é usar parte do IPVA – Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores – como incentivo, para pagar a inspeção, assim, ela seria vista como parte\ de um processo de viabilidade do veículo.
No mais, concorda Francisco de La Torre, presidente do Sincopeças – Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São Paulo –, é preciso lembrar que a inspeção é um serviço que oferece ao cidadão um diagnóstico completo do estado do seu carro. É por esse serviço que ele está pagando. No fim das contas, o laudo fará com que ele saiba exatamente o que precisa fazer quando for à oficina. No entanto, para o presidente do Sindipeças – Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores –, a gratuidade das inspeções, pelo menos no início do programa, seria importante para mostrar à população que a lei não é uma maneira de tirar mais dinheiro do seu bolso: “Eu tenho inúmeras fontes que confirmam que o governo não gasta nem 75% do seu orçamento. Então, por que não pagar pelas inspeções, já que ele vai economizar até com saúde? A inspeção é uma maneira de fiscalização e todos ganham com isso”. Para Jackson Schneider, presidente da Anfavea – Associação Nacional dos Fabriantes de Veículos Automotores –, que esteve pela primeira vez no evento, a lei ainda não foi aprovada porque o País pensa de forma errada e contrária aos países desenvolvidos. “Nós temos que mostrar às pessoas que a inspeção serve para garantir que o carro trafegue de maneira adequada e não para tirar o veículo do pobre da rua. Também temos que reforçar que não há nenhum interesse em vender mais com isso. Nós, das montadoras, estamos absolutamente convencidos de que a inspeção é boa para o País”, afirmou.
Ainda no debate sobre a implantação da ITV, Fiola ressaltou que se houvesse a mesma rapidez apresentada na aprovação da Lei Seca, as inspeções poderiam apresentar números tão positivos quanto os obtidos nos últimos dois meses pela tolerância zero de álcool para quem dirige. Mesmo com tantos entraves, Butori se mostrou otimista. Acredita que dentro de dois anos o projeto de ITV seja finalmente aprovado: “Parece que agora começa a ter mais vontade política, estamos em um caminho que indica que desta vez vamos conseguir”.
Enquanto isso não acontece, o negócio é incentivar o dono do carro a prática da manutenção preventiva. “Nas estradas às vezes há pouco o que podemos fazer, principalmente depois que o pior acontece. Mesmo assim tentamos instruir os motoristas sobre as vantagens da prevenção”, contou Gil Firmino Guedes, coordenador técnico da ABCR – Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias.
A capacidade dos reparadores e de toda a cadeia de reposição de autopeças em atender a nova demanda que seria criada pelas inspeções também foi debatida. Isso porque todos os representantes desse setor e do governo têm ciência de que o sucesso do programa só acontecerá com a qualificação da mão-de-obra. “A gente não tem dúvida de que existe um trabalho difícil a ser feito, mas temos um organismo ativo e versátil para responder a essa nova demanda. Eu não tenho dúvidas de que a rede está preparada”, disse Fiola.

Manutenção Preventiva, já!
Embora a ITV ainda tarde, o setor comemora os resultados positivos da campanha Carro 100% / Caminhão 100%. “Com esse trabalho estamos conquistando mais união e a uniformização de um setor que é formado por milhares de empresas”, afirmou Antonio Carlos Bento, coordenador do GMA.
A campanha, que há muito era estudada pelo setor, foi lançada oficialmente no início deste ano, com a colaboração de cerca de 700 empresas, que, juntas, investiram no trabalho do grupo R$ 3 milhões. “Começamos a campanha de maneira modesta, com pé no chão, já que não contamos com recursos exorbitantes. Mas isso tem sido o suficiente para causarmos o barulho necessário e criar o efeito multiplicador”, disse Bento. O coordenador do grupo explicou no seminário que não acreditava que esse trabalho tivesse tanta repercussão em tão pouco tempo e agradeceu a mídia pela ajuda na divulgação do programa. Além disso, mostrou que empresas parceiras da campanha já adotam a logomarca do Carro 100% / Caminhão 100% em seus anúncios e têm até mudado o foco de suas campanhas, como o Grupo Schaeffler.
Atualmente, o GMA divulga um vídeo de combate à pirataria, onde deixa claro ao reparador que a responsabilidade sobre a aplicação das peças piratas é dele, e prepara um programa de treinamento para 1.500 mecânicos, que deve respeitar os modelos e normas da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – de conceitos básicos, linha leve e pesada. “Mesmo crendo na preparação do setor, a capacitação profissional, também em relação aos termos técnicos empregados no mercado, é um dos grandes objetivos da nossa campanha”, afirma Sérgio Alvarenga, assessor do GMA e diretor do Sindirepa-SP.
Embora se orgulhe do sucesso da campanha, o grupo sabe que ainda é preciso muito trabalho para convencer os brasileiros de que não é vantagem deixar para trocar uma peça do carro só quando ele quebra. “Quando você vê os dados do Gipa – Grupo Interprofissional Automotivo –, percebe que ainda tem muita coisa para ser feita. Para começar, seria bom que as oficinas utilizassem o check list do programa”, sugeriu Bento. Só que, nas oficinas, dizem os reparadores, a grande maioria dos clientes não quer nem ouvir falar em trocar uma peça desgastada. “Nem 10% dos nossos clientes são adeptos da prevenção. Boa parte deles acha que estamos tentando ganhar mais dinheiro. E dos que entendem, nem todos têm dinheiro, aí acabam sempre adiando a manutenção ao máximo”, concordam Almir da Costa Silva e Marcio Maiorando, proprietários de oficinas em Campinas que estiveram no evento.

Informalidade e outros problemas
Além da ITV e da campanha de manutenção preventiva do GMA, a lei de proteção ao design, que permite às montadoras sonegar informações de reparo ao mercado independente, também foi discutida. Mas, segundo Raul Camargo, diretor do Gipa, não há grandes novidades nessa área, nem aqui, nem na Europa, onde foi aprovada em 2002 a Lei Monti, que deve ficar parada até a metade do próximo ano.
Em relação ao velho continente, disse Camargo durante o evento, a grande inovação fica por conta da entrada de um novo player no mercado de reposição: os desmanches. É que o programa de renovação de frota incentiva a venda de veículos muito antigos, que são desmanchados. As peças e componentes são restaurados e vendidos com garantia. “Esses lugares contam com central de vendas e oferecem peças recuperadas de todos os tipos, motores inteiros, até pneus. O potencial de vendas desses lugares é tão grande que eles estão atraindo até fornecedores de peças novas”, comentou Camargo.
Fabricantes e distribuidores de autopeças convidados também discutiram no evento alguns dos problemas que hoje mais perturbam o mercado de reposição brasileiro, entre eles a informalidade. “A informalidade pode até ser benéfica para quem está iniciando, mas não é um negócio vantajoso por muito tempo. O governo está apertando o cerco, haja vista as notas eletrônicas. Assim, a empresa que quiser se desenvolver e se perpetuar no mercado precisa se legalizar”, alertou Frederico dos Ramos, presidente da Andap – Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças – e diretor da Ginjo. Segundo Ramos, a carga tributária também pesa no ombro dos empresários, mas é preciso que as empresas se adaptem a ela, afinal, não há expectativa de queda na tributação.
Outra preocupação em especial dos distribuidores é em relação à logística, pois, segundo Edith Wagner, mediadora de um dos painéis do evento, professora da Fundação Getúlio Vargas e consultora da Pró- Marketing, a movimentação das mercadorias é hoje responsável por 60% do seu preço. Não é à toa que Antonio Carlos de Paula, diretor e gerente-geral da Pellegrino, aproveitou a ocasião para cobrar mais ações do resto da cadeia: “Nós temos todas as condições de desenvolver esse mercado, mas tem que conectar os computadores, pensar em TI, eu não vejo ninguém investindo, a parte de logística fica só para o distribuidor”.
Para Armando Diniz, gerente operacional da DPK, a maioria dos problemas do setor desapareceria com investimentos em educação, garantia expressa, diminuição de custo, sistema eficiente de informação on-line e logística.
Em relação aos bons resultados em vendas de veículos novos, os fabricantes de peças e também distribuidores acreditam que sem dúvida isso contribui em muito com o setor independente. Para Jorge Schertel, presidente da Affinia, esses veículos vão acabar vindo para reposição, em longo ou curto prazo, e isso forma um círculo virtuoso no setor.
Maurício Barbalho, presidente da unidade de negócios de aftermarket automotivo do Grupo Schaeffler, também acredita que a venda de veículos 0 km é muito positiva para a reposição. “Eu vejo um grande futuro no mercado. Esse crescimento da indústria é um grande trunfo. Além disso, o setor está extremamente unido, o GMA e o programa Carro 100% são prova disso e vão revolucionar esse mercado”. Alberto Rufini, diretor de vendas e marketing da área de reposição da TRW na América Latina, acredita que o bom momento econômico do País é o que propicia o crescimento do setor e não só a indústria de novos. “O crescimento do País por si só cria a demanda necessária para continuarmos vendendo. Vamos arregaçar as mangas porque vai ter muito mercado. Só precisamos nos planejar melhor para que a entrega das fábricas sejam mais adequadas às necessidades do consumidor final”.
Para Eliana Giannoccaro, diretorapresidente da Magneti Marelli Cofap, essa também é a hora de colocar a casa em ordem: “No momento temos doces problemas. Pensamos em organizar e planejar melhor esse mercado, a demanda. Temos mesmo é que aproveitar essa boa fase do mercado nacional para nos reiinventar como setor”.
Também otimista, Edson Brasil, diretor da Delphi Soluções em Produtos e Serviços para a América do Sul, disse que cabe a cada empresário ou executivo do setor sair do evento e repensar o seu negócio: “Não vamos ter ações e nos movimentar de maneira impulsiva. Vamos pensar na estratégia a médio/longo prazo para não voltarmos aqui chorando o leite derramado de não termos aproveitado tudo que poderíamos”.
A quebra de cadeia também foi discutida em um dos painéis do seminário, mas, apesar de todo o crescimento econômico e mudanças de algumas empresas do setor, os representantes do setor ainda acreditam na importância de todos os players. “A cadeia é forte. É claro que os integrantes de alguns elos precisam trabalhar para não ficar na retaguarda.
Principalmente porque vivemos a tendência da demanda rápida. Para sobrevivermos, temos que estar em tantos pontos quanto possível”, disse José Carlos Di Sessa, diretor comercial da Car Central.
Embora seja contra a canibalização da cadeia, Rodrigo Carneiro, diretor comercial da Distribuidora Automotiva (Sama), admitiu que a horizontalização acontece, mesmo que até hoje não tenha fechado nenhum segmento: “O mercado de reposição está muito vivo. Não existe um município deste país sem oficina ou varejista, e é isso que sustenta esse mercado. É claro que cometemos alguns pecados, e o principal deles é a falta de investimento em qualificação e equipamentos de informação, e se isso continuar acontecendo, não poderemos lamentar depois”. Em relação às peças vindas da China e da Índia, que também foram colocadas em xeque no seminário, Eliana Giannoccaro diz que hoje já não importa a origem do componente, já que muitas empresas construíram plantas nesses países devido à mão-de-obra mais barata, mas a garantia e qualidade.

O evento
A 14ª edição do Seminário da Reposição Automotiva, organizada pelo Grupo Photon, foi realizada pelas principais entidades representativas do setor – Sincopeças, Sindipeças, Andap, Sicap e Sindirepa. Nele, todo ano, empresários e executivos da reposição e reparação automotiva discutem os principais temas relacionados ao setor. “Esse é o principal e mais importante evento do setor, e desejo que todos os associados sejam cada vez mais participativos”, diz Frederico dos Ramos, da Andap.
Nesse ano, o evento reuniu 520 convidados, entre fabricantes, distribuidores e varejistas de autopeças, reparadores e até representantes de montadoras de veículos e concessionárias.
“No seminário, a gente toma conhecimento da visão de todo o setor. Temos a oportunidade de discutir se estamos no caminho certo ou se está na hora de buscar por melhorias para o nosso negócio”, afirma Edson Brasil, da Delphi. Alguns participantes do evento vieram de longe, mas acharam que valeu a pena. É o caso dos representantes de Sindirepas de outros Estados e de entidades ligadas à retífica de motores. “Ficamos enobrecidos de poder participar de um seminário tão inovador. Gostaríamos que as idéias de prevenção se espalhassem por nosso Estado, que tem a maior frota per capta do País”, diz Francisco de Paulo, vice-presidente do Sindirepa de Goiás.
“Eu e todos os presidentes de entidades ligadas à retífica no País ficamos muito impressionados com a dimensão do evento esse ano e com a qualidade dos debates”, afirma José Arnaldo Laguna, presidente do Conarem – Conselho Nacional de Retífica de Motores.
A participação de representantes de tantas entidades, inclusive dos presidentes da Anfavea, Jackson Schneider, e da Fenabrave, Sérgio Reze, e até do diretor do Denatran, Alfredo Peres, representando o ministro das Cidades, Marcio Fortes, foi um dos fatos mais comemorados pelos realizadores do encontro: “Isso mostra nossa sinergia e ainda dá mais visibilidade ao mercado de reposição e reparação automotiva”, comemora Fiola.
Para o presidente do Sincopeças, Francisco de La Torre, o alto índice de inscrições de varejistas e de reparadores foi também muito importante para o sucesso do evento esse ano. “A participação dos varejistas cresceu bastante esse ano, e isso mostra o trabalho que o sindicato vem fazendo para estimular esses profissionais a participar de eventos tão importantes como este.”
Os quadros de perguntas interativas e debates do seminário permitiram que o público participasse ativamente do evento: “Pudemos ver por meio das perguntas o quanto o setor está se profissionalizando. Todos os temas discutidos foram abordados com mais maturidade e profundidade do que em anos anteriores. Acho que marcamos um gol”, afirma Antonio Carlos Bento, do GMA. E não foram apenas os palestrantes e realizadores que perceberam que o encontro deste ano foi um dos melhores de toda sua história. Reparadores e varejistas também: “A organização do evento está de parabéns, esse ano foi muito melhor do que no ano anterior. Sem contar que manutenção preventiva é um tema que interessa a todos nós”, afirma Fernando Monteiro, da Rede Âncora. Pedro Luiz Scopino, proprietário de oficina na Zona Norte de São Paulo e membro do GOE – Grupo de Oficinas Especializadas –, que há muito trabalha em prol da manutenção preventiva, também gostou muito dessa edição do seminário e ficou contente de ver tantos donos de oficinas presentes: “O reparador é peça-chave para qualquer programa de prevenção, por isso, nossa presença aqui é muito importante”. Quem foi ao seminário para fechar negócios e parcerias também saiu satisfeito. Como os representantes da Iguaçu, que montaram um pequeno estande na área externa do auditório onde foram realizadas as palestras para conversar com clientes: “Para nós não poderia ter sido melhor. Conseguimos inclusive abrir as portas de distribuidoras com as quais não trabalhávamos. Já garantimos nossa participação para a próxima edição”, diz Rodrigo Ferreira Lima, responsável pela área de marketing da Iguaçu.
Ao final do evento, Fiola agradeceu a todos pela participação e resumiu o sentimento geral: “Esse com certeza foi o nosso melhor evento, mais pessoas, melhor nível cultural. Ótimo. Enriquecedor para todos nós”, encerrou o presidente do Sindirepa-SP.

Carta aberta
Nesta edição, o seminário apresentou mais uma novidade ao público presente. Ao final do evento, seus realizadores redigiram um documento com o as propostas apresentadas durante o painel que abordou a importância da implantação da ITV, que será entregue à Câmara dos Deputados e ao Senado, pleiteando a aprovação da medida que está em análise há 10 anos.

 
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