Edição 178 - Conexão
 
Speedy Tem Vendas Suspensas
A Telefônica teve no final de junho a venda de um de seus principais produtos, a banda larga, proibida pela Anatel. Entenda o que aconteceu
 
Edição: Cléa Martins
     
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Depois de passar por panes nos últimos 12 meses, sendo quatro do Speedy e uma da telefonia fixa, a Telefônica, empresa que administra os serviços, teve que interromper a venda de serviços de banda larga. A decisão foi da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e a medida, que tem caráter cautelar, foi publicada no “Diário Oficial da União” na segunda-feira, 22 de junho.

Segundo a Agência, a decisão serviu para que a prestadora comprovasse que está tomando medidas para melhorar a qualidade do serviço e para coibir novas falhas. A expectativa inicial da Anatel para que a empresa apresentasse melhorias era de 30 dias. E se a medida fosse descumprida a empresa poderia ser punida com multa de R$ 15 milhões, além de R$ 1.000 por assinatura habilitada.

A Telefônica, que decidiu não levar o caso à justiça, preferiu preparar um plano no qual se compromete a melhorar o serviço Speedy. “Estamos concentrados no trabalho árduo que visa a não só atender, mas a superar as expectativas de nossos clientes e da sociedade”, afirmou o presidente da empresa, Antonio Carlos Valente, embora tenha deixado claro que não concorda com as medidas da Agência e que os problemas técnicos enfrentados pela empresa não justificavam a suspensão da venda do Speedy: “Ainda que a venda seja impedida, essa não é uma garantia de que alguma coisa vá melhorar”, disse.

Atualmente, a Telefônica tem cerca de 2,6 milhões de usuários do Speedy no Estado de São Paulo. A primeira falha mais acintosa do serviço aconteceu em julho de 2008. Depois, o sistema sofreu com problemas em abril e maio deste ano.

Melhorias propostas
Em resposta à Anatel, a Telefônica prometeu que fará investimentos de R$ 70 milhões em 30 dias no sistema. No plano de ação, publicado no dia 26 de junho, a empresa se compromete a fazer melhorias significativas no seu serviço de banda larga.

A troca e instalação de roteadores e equipamentos intermediários e a duplicação da capacidade dos servidores DNS, responsáveis pela conversão das URLS para os endereços IP correspondentes, são algumas das medidas anunciadas. O plano da operadora divide essas ações em três fases, de 30, 90 e 180 dias. Vamos ver agora se essas mudanças realmente saem de fato do papel.

 
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